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quarta-feira, 24 de junho de 2020

Minutos de leitura (XLV)

Monta-te na BICICLETA (ou no Skate ou na Trotineta…)
"Sempre que andas de carro, o escape deixa um rasto invisível de gases causadores do efeito de estufa e outras coisas desagradáveis.
Isto inclui gases tóxicos, como o monóxido de carbono e também partículas minúsculas e gotículas de centenas de químicos diferentes. Algumas destas partículas são tão pequenas que seria possível alinhar 10 lado a lado num único cabelo humano (se tivéssemos uma pinça minúscula). É impossível não respirarmos estas partículas e, com o tempo, acabam por se alojar nos pulmões e provocam danos graves na nossa saúde. Quem corre o maior risco são as crianças, porque os seus pulmões ainda estão a crescer.
Este tipo de poluição atmosférica é um problema tão grave que, em alguns sítios, deixar o motor ligado quando um veículo está parado é contra a lei. Experiências realizadas demonstraram que ficar dentro do carro não ajuda. Na verdade, o ar no banco traseiro de um carro está 12 vezes mais poluído do que o ar no exterior. Isto acontece porque o sistema de ventilação do carro suga os gases da rua e prede-os no seu interior.
Uma solução é andar menos de carro e mais a pé ou de bicicleta. Começa por manter um diário de cada viagem de carro que fazes numa semana, incluindo boleias dadas por outras pessoas. Qual é que poderias ter feito com duas rodas (ou dois pés!) se tivesses saído de casa um bocado mais cedo? Troca pelo menos uma viagem de carro por uma viagem de bicicleta ou por uma caminhada a pé na semana seguinte e assim farás a diferença.
! Apesar de 42% dos habitantes do Reino Unido terem uma bicicleta, dois terços pedalam menos de uma vez por ano ou nunca o fazem. Em média, uma criança britânica faz apenas 13 passeios de bicicleta por ano.
VAMOS PEDALAR
Mantém-te em segurança.
Pede a alguém para verificar se a tua bicicleta cumpre os requisitos necessários para circular na estrada.
Usa sempre roupa refletora e um capacete quando andares de bicicleta.
Atravessa a rua com cuidado.
Usa luzes depois de anoitecer."
in 50 ideias para te livrares do plástico / Isabel Thomas
Inagem: Copyright - Verden Bikes

terça-feira, 23 de junho de 2020

Minutos de leitura (XLIV)

Pensa com um PÁSSARO
Para onde foram os insetos todos? Não és o único a fazer esta pergunta. Os pássaros alimentam-se de insetos rastejantes a cada refeição.
Antigamente, sempre que se fazia uma viagem longa de carro, o limpa-para-brisas ficava coberto de insetos que voavam no sítio errado à hora errada. Os carros modernos costumam ficar mais limpos, o que é bom para o responsável pela limpeza do carro, mas péssimo para o planeta.
Um estudo aprofundado demonstrou que o número de insetos existente na Europa está a diminuir rapidamente. Em 1989, 17291 moscas-das-flores foram apanhadas nas armadilhas colocadas numa única reserva natural alemã. Em 2014, as mesmas armadilhas capturaram apenas 2737 moscas. A redução de habitats, as alterações introduzidas no cultivo das terras e os químicos despejados nos campos agrícolas são parcialmente responsáveis por isto. E não é apenas prejudicial para os insetos. Muitos outros animais, sobretudo as aves, alimentam-se de insetos rastejantes.
Podes dar uma ajuda aos pássaros se pendurares um comedouro para aves no teu jardim. E sabes que mais? É fácil construir um comedouro reutilizando o lixo, outra forma de ajudar o planeta!
Se quiseres fazer o teu próprio comedouro para pássaros, apresentamos-te duas sugestões. Pede ajuda a um adulto para te ajudar:
1ª sugestão:
1. Faz quatro buracos numa garrafa de plástico, limpa e vazia.
2. Atravessa uma colher de pau velha em cada par de buracos.
3. Alarga um pouco os buracos junto à ponta de cada colher de pau.
4. Enche a garrafa com alpista e volta a colocar a tampa.
5. Pendura-a no ramo de uma árvore.
 
2ª sugestão
1. Faz um buraco grande na parte lateral de um garrafão de plástico vazio e limpo.
2. Abre um buraco pequeno por baixo do buraco maior para introduzires um pequeno pau ou um lápis.
3. Enche o fundo com alpista e põe a tampa. Pendura-o no ramo de uma árvore.
in 50 ideias para te livrares do plástico / Isabel Thomas

segunda-feira, 22 de junho de 2020

Minutos de leitura (XLIII)

Abraça uma Árvore
"Para se conseguir um impacto ecológico imediato não há nada melhor do que plantar uma árvore. E se não podes plantar uma árvore, adota uma!
As árvores são as maiores plantas do planeta e são fundamentais para manter a vida tal como a conhecemos. No processo da fotossíntese (quando criam alimento para si mesmas usando a energia da luz solar), as plantas absorvem o dióxido de carbono, um gás causador de efeito estufa, retendo-o nos seus troncos, ramos, raízes e folhas. O único produto desperdiçado é o oxigénio, o gás que mantém vivas todas as outras criaturas. Fantástico, não é?!
As copas das árvores também melhoram a qualidade do ar de outras formas, por exemplo, concentrando pó e poluentes perigosos que posteriormente são lavados pela chuva. Protegem os habitats para milhões de outras criaturas vivas.
Durante centenas de milhares de anos, as árvores forneceram os materiais para construir os abrigos e as ferramentas dos seres humanos, e também para atear fogueiras. Para fazer os medicamentos, instrumentos e mobiliário. Para fazer papel, borracha e cortiça. Servem como um bom esconderijo para quem for perseguido por hienas. Há um limite para o que as árvores conseguem fazer? Não, A ciência demonstrou que basta olharmos para as árvores para nos sentirmos menos stressados! A não ser, claro, quando estamos MESMO a ser perseguidos por hienas.
Escolhe uma árvore que esteja no teu jardim ou suficientemente perto da tua casa para a poderes visitar semanalmente e adota-a. Depois… olha com atenção. Observa as mudanças que ela vai sofrendo ao longo do ano. Repara nas criaturas que lá vivem (um único carvalho pode alojar 500 espécies diferentes!). Portanto, tu não adotaste apenas uma planta mas sim um ECOSSISTEMA inteiro!
10 Maneiras de demonstrares à tua ÁRVORE que a AMAS:
1. Abraça-a
2. Trepa-a (se for seguro e apropriado, e pede sempre a supervisão de um adulto).
3. Mede-a. A algumas centenas de metros de distância, estende o braço para parecer que prendes a árvore com o polegar na base do tronco e o indicador no alto da copa. Vira cuidadosamente a mão, mantendo os dedos sempre à mesma distância, até o indicador ficar alinhado com o chão (e com o polegar ainda na base do tronco). Memoriza o sítio assinalado pelo indicador e mede a distância real entre esse sítio e o tronco para descobrires a altura da tua árvore.
4. Identifica-a. Usa informações, como a forma e o tamanho das folhas, e compara-as com as imagens contidas num livro.
5. Preserva-a. Coloca uma folha de papel encima de algumas folhas de árvores e risca-a com um lápis para registares a textura destas, ou coleciona folhas de árvores guardando-as bem comprimidas entre páginas de jornal e cartolina.
6. Emoldura-a. Tira uma fotografia à árvore todas as semanas do mesmo ângulo. Também podes decidir manter-te no mundo digital. Transforma as fotografias num vídeo time-lapse que mostre as alterações que a árvore vai sofrendo ao longo do ano.
7. Transforma-a em arte. Cria arte natural usando materiais provenientes da tua árvore, como folhas caídas, agulhas, ramos, sementes ou pinhas.
8. Usa-a para fazer ciência. Procura habitats microscópicos e descobre o que lá se esconde. Concentra-te nas fissuras da casca, nos buracos entre as raízes, na parte inferior das folhas e dentro de qualquer protuberância com um aspeto desagradável conhecida como bugalho!
9. Faz um clone. Corta ramos da tua árvore (se tiveres autorização do seu proprietário) e transforma-os em presentes.
10. Planta-a. Para ganhares mais pontos de ecologia extra, planta uma árvore só tua."

in 50 ideias para te livrares do plástico / Isabel Thomas
 Imagem: Copyright: Frepick

sexta-feira, 19 de junho de 2020

Minutos de leitura (XLII)

O Algodão não se desperdiça
Entre equipamentos desportivos, recordações de viagem, a tua farda da escola e toda a tua roupa, deves ter com certeza algumas t-shirts de algodão penduradas no teu armário.
Não as ignores… Destroem o planeta aos poucos.
"O algodão vem de plantas e, por isso, deve ser mais amigo do ambiente do que os tecidos sintéticos, certo? Não necessariamente. A manutenção de uma plantação de algodão está entre as mais caras do mundo. São precisos 2700 litros de água para fabricar uma única t-shirt de algodão. E esta quantidade de água potável é suficiente para manter uma pessoa viva durante quase 2,5 ANOS. A produção de algodão também usa mais pesticidas do que qualquer outra cultura. Um barril de químicos é vertido na terra para que apenas uma pessoa possa vestir uma t-shirt com um slogan.
E o algodão não deixa de ter sede depois de estar no teu armário. As calças de ganga são usadas em média duas ou três vezes antes de serem lavadas. Assim sendo, são necessários 750 litros de água para lavar um único par de calças de ganga durante toda a sua vida útil.
Também temos de deixar de considerar o algodão como algo descartável. Desde equipas desportivas em que já não jogas àquela mancha que não sai ou à t-shirt tingida à mão que não vestirias em público mesmo que te obrigassem… de certeza que terás pelo menos uma peça de roupa em algodão que já não usas e que podes doar ou levar para uma festa/feira de troca de roupa. Encontra outra forma de impedir que esse algodão se desperdice.
Experimenta estas ideias.
Contagem decrescente para dar uma vida mais longa ao algodão.
5. Reduz o impacto do algodão em casa usando t-shirts e calças de ganga só mais uma vez antes de as atirares para o cesto da roupa suja (desde que não estejam completamente cobertas de lama!). Assim poderão durar mais tempo.
4. Evita centrifugar e passar a ferro roupa de algodão para reduzir a sua pegada ecológica.
3. O algodão das camisolas não desfia. Se uma t-shirt já não serve ou se te fartaste dela, tenta fazer um novo decote ou cortar as mangas. E olha só! Uma t-shirt nova!
2. Corta algodão velho em tiras longas, entrança-as e obterás uma nova fita para o cabelo, um cinto ou um brinquedo para um animal de estimação.
1. Procura informação para aprenderes a fazer pompons e usa tiras de algodão em vez de lã. Só precisas de uma tesoura, restos de cartão e de saber dar nós. Une os pompons para fazeres grinaldas, decora uma almofada velha com eles ou usa-os até para substituir esponjas…
! Há 3,6 MIL MILHÕES de peças de roupa que não são usadas nos armários do Reino Unido. São 57 PEÇAS POR ARMÁRIO. Um exagero! Enquanto isso, são produzidas anualmente 29 milhões de toneladas de algodão novo. É o equivalente a 29 T-SHIRTS por CADA HABITANTE do Planeta.
JÁ OLHASTE BEM PARA O TEU ARMÁRIO! OLHA E PENSA!"

“Reutilizar o algodão“, in 50 ideias para te livrares do plástico / Isabel Thomas
Imagem: Copyright: Portal eCycle

quarta-feira, 17 de junho de 2020

Minutos de leitura (XL)

Leva Um Saco a Passear
"Quando é que um saco de plástico não é um ecovilão? Quando muda de fação e ajuda a erradicar o lixo da face da Terra!
O lixo é prejudicial para a vida selvagem. Tem um aspeto nojento e transforma rapidamente paisagens bonitas em zonas não recomendáveis, o que encoraja as pessoas a deixarem ainda mais lixo nesses locais.
As principais coisas que os poluidores deitam fora são invólucros de guloseimas, latas, garrafas, tampas e embalagens de fast food. Obviamente, uma das formas mais fáceis de ajudares é não seres também tu um poluidor. Mas podes ter um impacto ainda maior se ajudares a limpar o lixo que 62% da população (são quase duas em cada três pessoas!) admite deitar fora em locais públicos.
Obrigado
Remover o lixo da natureza é muito mais divertido do que arrumar o teu quarto! Podes vestir uma roupa fixe, usar uma tenaz própria para apanhar lixo ou até associar a limpeza a uma caça ao tesouro. Por isso, a próxima vez que um saco de plástico for parar a tua casa, leva-o a passear. Pode ser um passeio no parque, uma caminhada pela floresta ou apenas dar um saltinho a um terreno perto da tua casa.
E estabelece um objetivo: encher o saco com lixo. Cada pedaço de lixo que apanhares poderá impedir um pássaro de asfixiar com um balão, um musaranho de sufocar com um saco de plástico ou um ouriço-cacheiro de ficar com a cabeça entalada num frasco. Esse tipo de limpeza pode salvar vidas!
! Todos os dias, mais de 2 milhões de detritos são atirados para o chão no Reino Unido. Isto é ainda mais chocante quando pensamos que deitar lixo para o chão em locais públicos é crime e pode ser punido com uma multa…ou pior.
Contagem decrescente para uma guerra ao lixo.
5. Leva dois sacos, se possível, para poderes separar o lixo reciclável do não reciclável.
4. Dobra cabides de arame velhos em forma de losango e usa-os para manteres os sacos abertos.
3. Mantém-te atento a iniciativas de recolha de lixo em grupo nas quais possas participar, como por exemplo o evento Lixo Zero nas praias. É divertido partilhar esforços!
2. Recicla o máximo de lixo que conseguires (se fores separando o lixo é MUITO mais fácil).
1. Mantém-te em segurança – lê as dicas que se encontram a seguir.
Mantém-te em segurança
Nunca apanhes lixo sozinho. Vai sempre acompanhado de pelo menos um adulto (também dão jeito para transportar o lixo!). Usa roupa que ofereça proteção e de cores vivas, e luvas rijas (as luvas de jardinagem são ótimas para isto). Nunca apanhes vidro partido. Avisa a polícia se encontrares despejos de resíduos ilegais ou seringas e não recolhas mais lixo nessa área. Escolhe um sítio seguro e evita as estradas, porque não vais poder prestar atenção ao trânsito ao mesmo tempo. Depois lava muito bem as mãos com sabonete e água, mesmo que tenhas usado luvas."

“A guerra ao lixo“, in 50 ideias para te livrares do plástico / Isabel Thomas
Imagem: Copyright: begreen

sexta-feira, 12 de junho de 2020

Minutos de leitura (XXXVII)

Celebrar o Planeta!
"São completamente desnecessárias e destroem a vida marinha. Chegou a hora de declarar guerra às palhinhas!
Em média, uma pessoa gasta 38 mil palhinhas em 60 anos. 
Cada uma é usada durante breves minutos antes de ser deitada no lixo e, como todo o lixo plástico, as palhinhas costumam ir parar ao oceano, onde demorarão mais de 200 ANOS a decompor-se.
A verdade é que as palhinhas são um dos objetos encontrados com mais frequência com campanhas de limpeza de praias – e este é o cenário mais otimista. Foram encontradas palhinhas de plástico nas narinas de tartarugas-marinhas e no estômago de pinguins.
Já estás a ver o filme… As palhinhas são uma treta.
90% das aves marinhas mundiais têm plástico no estômago.
Alguns países e cidades já proibiram as palhinhas de plástico e mais surgirão o seu exemplo. Estas podem ser substituídas por alternativas mais ecológicas, incluindo palhinhas feitas de palha! Mas esta ideia não é nova. No passado, as primeiras palhinhas eram feitas com os caules ocos das plantas!
Foram substituídas por papel encerado para se tornarem impermeáveis e, finalmente, pelo plástico. Várias empresas voltaram a introduzir as palhinhas biodegradáveis e compostáveis, mas estas precisam ser fabricadas e transportadas até às lojas e habitações, gastando recursos pelo caminho. 
 O melhor será dizer definitivamente NÃO às palhinhas."

in 50 ideias para te livrares do plástico / Isabel Thomas

terça-feira, 9 de junho de 2020

Minutos de leitura (XXXVI)

Celebrar o Planeta
"Cada festa de anos é uma celebração de mais uma viagem que fizeste à volta do Sol…Por isso, porque não organizar uma festa para cuidar do planeta que te deu uma boleia?
As festas são fantásticas, mas para o planeta não são um motivo para celebrar. As festas de anos só acontecem uma vez por ano e, por isso, a maior parte dos produtos usados são descartáveis. Papel de embrulho, postais, decorações, pretos e guardanapos de papel, copos e talheres de plástico destinam-se a ser usados durante algumas horas e deitadas para o lixo. Mas não tem de ser assim.
Contagem decrescente para uma festa amiga do ambiente
5. Envia os teus convites e agradecimentos por email.
4. Faz as tuas próprias bandeirolas colando triângulos de papel de embrulho usado, páginas de banda desenhada ou sobras de tecido e um pedaço de cordel ou ráfia.
3. Serve comida e bebidas em pratos, copos e talheres laváveis. Podes comprar um serviço completo em segunda mão por um valor inferior ao dos produtos descartáveis! Guarda-o numa caixa especial entre uma festa e outra e empresta-o também aos teus amigos e família.
2. Nada de guardanapos! Em vez disso, disponibiliza uma bacia com água e sabonete, e uma toalha. Espalha pequenos contentores de compostagem e reciclagem para teres a certeza de que o lixo vai parar ao sítio certo.
1. Em vez de encheres sacos brindes em plástico com brinquedos de plástico para oferecer, propõe aos teus convidados que façam uma prenda para levarem para casa. Que tal decorarem um vaso de barro para plantas, criarem um pouco de slime recorrendo a experiências científicas, ou fazerem os vossos próprios cupcakes.
Ao Americanos estão entre os maiores fãs de facas, garfos e colheres de plástico, usando cerca de 40 mil milhões por ano. A França já aprovou uma lei que proíbe a utilização única de copos, talheres e pratos de plástico descartáveis. A partir de 2020, só serão permitidos materiais compostáveis."
Imagem: Copyright Grannies Gardens

segunda-feira, 8 de junho de 2020

Dia mundial dos oceanos

Transforma garrafas em Bumerangues
Se ainda não ouviste dizer que as garrafas em plástico são muito prejudiciais, vives num planeta diferente…um planeta que não é asfixiado por uma gigantesca ilha de lixo à deriva.
Mais de 480 mil milhões de garrafas de plástico são vendidas por ano em todo o mundo, aumentando um problema que já é tão grande como o planeta. Se as puséssemos de pé umas atrás das outras, estas garrafas dariam 1870 voltas ao mundo…e é quase exatamente isso que está a acontecer. Todos os anos, milhões de toneladas de plástico vão parar aos oceanos, onde se juntam em gigantescas ilhas de lixo à deriva.
A maior vantagem do plástico, ser quase indestrutível, é também o seu maior problema. Enquanto o papel ou o cartão se desfazem em semanas, as garrafas de plástico demoram 450 a decompor-se. E, mesmo assim, o plástico não se decompõe completamente, apenas se desfaz em pedaços cada vez mais pequenos. As Nações Unidas advertiram que estes pedaços minúsculos, denominados «microplásticos», causam danos irreparáveis nas criaturas que vivem nos mares e oceanos.
No minuto que demoraste a ler até aqui, 1Milhão de garrafas de plástico foram compradas, iniciando uma viagem que termina demasiadas vezes no estômago do zooplâncton, peixes, crias de albatroz, baleias e focas.
Se tiveres a arfar no campo depois de praticar desporto, a suar no baile da escola ou a chorar lágrimas de tédio durante uma aula de gramática, precisas de beber líquidos ao longo do dia para repores a água que o corpo usou. Mas esta não tem de provir de uma garrafa de plástico descartável. Afinal, o PET (plástico mais usado na maioria das garrafas de refrigerante e de água) só foi inventado nos anos 1970, e pelo menos 100mil milhões de pessoas não morreram de desidratação antes disso! O plástico é um mau hábito e cabe-nos a todos eliminá-lo.
Então o que podes fazer?
Aqui ficam algumas ideias.
Investe numa garrafa que seja fácil de lavar e reutilizar. Escreve nela o teu nome para que volte para ti, como um bumerangue!
Enche-a antes de saíres de casa e, enquanto estiveres fora, procura bebedouros ou pergunta num café ou restaurante se podes enchê-la. E se encheres a tua garrafa de água num café enquanto os adultos à tua volta seguram copos de café descartáveis, lança-lhes o teu olhar de censura mais intenso.
2,5 Mil Milhões de copos de café são usados e deitados para o lixo por ano no Reino Unido.
Se te derem uma garrafa de plástico descartável não é o fim do mundo (ainda não, por enquanto) – reutiliza-a o máximo de vezes que conseguires antes de a colocares num contentor de reciclagem. Mantem-te também atento a programas de devolução de depósito – em alguns sítios até é possível ganhar dinheiro com a entrega de garrafas usadas para reciclar.
Desde a invenção do plástico no início do século XX, foram produzidas cerca de 8,3 mil milhões de toneladas de plástico…e cerca de 6,3 mil milhões de toneladas foram deitadas para o lixo. Apenas 9% deste plástico foi reciclado. O resto está em aterros ou noutros locais de meio ambiente, ignoradas enquanto se decompõem lentamente. Se não quisermos um planeta de plástico, temos de agir agora.
Em 2050, o plástico existente em todos os OCEANOS pesará mais do que todos os peixes.
Inagem: Copyright - 80 garrafas de iogurte/ 80 yogurt bottles, 06/01/2019, Praia da Gralha, São Martinho do Porto (via)

Minutos de leitura (XXXV)

A guerra Dos balões
"Como já deves ter reparado, é comum fazerem-se largadas de balões para assinalar datas comemorativas ou até para chamar a atenção para um problema, o que até demonstra boas intenções. Mas tendemos a esquecer-nos de que os balões acabam por descer dos céus e, mesmo que a largada não tenha sido feita junto ao mar, os balões podem ser arrastados pelo vento e cair nos oceanos.
 Por exemplo, em 2007, os franceses da região da Normandia ficaram surpreendidos por ver chegar às suas praias balões lançados na Holanda por ocasião da festa do Dia da Rainha (uma festa muito popular na Holanda). Estes balões tinham viajado 800 km...
São conhecidas as consequências dos balões para muitas espécies. Há aves que ingerem pedaços de balões ou que ficam enroladas à volta dos fios e morrem (sufocadas ou de fome) por ficarem imobilizadas.
 Para além disso, têm sido cada vez mais frequentes largadas de balões com pequenas lâmpadas LED no seu interior que emitem luz. Claro que é um espetáculo bonito, mas imagina quando as pilhas dos LESD's (e as substâncias que contêm) caírem ao mar...

O que fazer?
À parte os balões usados pelos meteorologistas, os balões não são essenciais à nossa vida. O meslhor mesmo é prescindir deles ou então recolhê-los depois da sua utilização e colcá-los no lixo (mas a primeira hipóteses é sempre preferível). 
É importante pensares que os balões biodegradáveis (de borracha natural) não resolvem este problema, pois podem persistir três a quatro anos no ambiente e acabam por também por provocar danos.

Plasticus Maritimus / Ana Pêgo; il. Bernardo Carvalho & Isabel Milhós Martins. Carcavelos: Planeta Tangerina, 2019.

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Minutos de leitura (XXXIV)

"Queres saber porque é que a casa de banho é um campo de batalha de Eco guerreiros?
Uma das principais formas de reduzir o volume de gases causadores do efeito de estufa emitidos para a atmosfera pelas nossas casas é reduzir a quantidade de água que aquecemos em casa. No japão, por exemplo, o fornecimento e aquecimento de água doméstica é responsável por 5% do total de emissões de dióxido de carbono, e 60% disto decorre do aquecimento de água para banhos. Eliminar apenas um único banho por semana pode fazer uma GRANDE diferença. Troca-o por um duche para não ficares demasiado malcheiroso.
Se já preferes tomar duche, não te ponhas com esse ar tão convencido. Um chuveiro com jato forte gasta 17 litros de água por minuto, o que significa que um duche de oito minutos pode, em média, gastar quase o dobro da energia e da água de um banho de imersão!
Para que os duches sejam mais ecológicos, não demores mais de cinco minutos a tomar banho. Usa um relógio à prova de água ou um temporizador a pilhas (não te esqueças de que não deve haver tomadas elétricas na casa de banho). Encoraja a tua família a participar também no desafio dos duches de cinco minutos e assim poderás poupar milhares de litros de água quente, e centenas de euros por ano.
Banir os banhos de imersão e tomar duches rápidos não é a única forma de poupar água na casa de banho. Podes ser um Eco guerreiro sempre que usares o lavatório ou a sanita… Quando escovas os dentes durante dois minutos usas cerca de 10 litros de água de cada vez (são 20 litros diários se escovares os dentes duas vezes por dia – e é o que fazes, não é?!). Se fechares a torneira enquanto escovas os dentes, pouparás muita água. Se costumas ter a torneira aberta enquanto lavas a cara ou as mãos, enche o lavatório e poupa mais 12 litros de água.
FECHA A TORNEIRA!
 
CURIOSIDADES!
Cada pessoa no Reino Unido gasta uma média de 142 litros de água potável por dia. Um quarto disto, a maior percentagem, é gasta em duches."
“Abaixo os banhos“, in 50 ideias para te livrares do plástico / Isabel Thomas

quinta-feira, 4 de junho de 2020

Minutos de leitura (XXXIII)

Tu odeias fazê-lo e o planeta também!
Felizmente esforçares-te menos a lavar a louça só tem vantagens.
Alguma vez te apeteceu participar numa investigação científica? Os cientistas estão sempre à procura de pessoas para testar as suas teorias. Mas tem cuidado com as experiências em que te ofereces como cobaia. Os infelizes participantes num estudo científico tiveram de lavar 144 pratos, tachos, frigideiras e talheres sujos…cada um! Mas havia um propósito. Este estudo descobriu que as pessoas se ocupavam da mesma tarefa de formas diferentes e que algumas eram mais amigas do ambiente que outras.
Lavar a louça gasta cerca de cinco por cento de TODA a água que usamos em casa. Uma família comum lava a louça à mão 10 vezes por semana, usando 30 litros se a lavagem ou enxaguamento foi feita com a torneira aberta. É possível usar menos água se evitarmos hábitos que levam ao desperdício, como usar água quente para enxaguar a louça. Em cada torneira aberta verte entre 8 e 12 litros de água: água potável suficiente para se beber durante uma semana.
Aquecer esta água liberta o equivalente a 8kg de dióxido de carbono. É o mesmo que deixares um televisor LCD de 42 polegadas ligado durante 48 horas.
Contagem decrescente para lavar a louça de uma maneira ecológica.
5. Despejar o máximo de restos de comida no contentor de compostagem.
4. Encher o lava-louça com água morna (não quente) - e só quando este estiver cheio de louça para lavar.
3. Lavar primeiro os copos e talheres e a seguir a louça mais suja. Empilhar a louça com detergente no escorredouro.
2. Encher meio lava-louça com água fria. Colocar lá dentro a louça com detergente para enxaguar.
1. Deixar a louça secar naturalmente ao ar.
Se a tua família usa uma máquina de lavar louça, ficarás MUITO satisfeito por saber que estas podem ser mais amigas do ambiente, desde que não se passe a louça por água primeiro. Um ciclo de uma máquina de lavar louça comum usa apenas entre 12 a 15 litros de água, mas passar a louça por água antes de pode desperdiçar uns chocantes 22000 litros de água por ano! Em vez disso, despeja os restos no contentor de compostagem/contentor do lixo. 
Para seres ainda mais ecológico, verifica sempre se a máquina de lavar louça está completamente cheia, usa o programa com temperatura mais baixa e durante o período da noite, para reduzires a fatura da eletricidade (bi-horário). Salva o planeta enquanto enquanto dormes (e não estragues o bom trabalho que fizeste discutindo de quem é a vez de tirar a louça da máquina!).
CURIOSIDADES!
Sabias que secar a louça é mau para ti? E não é só por ser chatice!
Um estudo científico descobriu que 89% dos panos da louça contêm bactérias que estão presentes nas fezes, BLHEC. Num quarto dos casos. Isto inclui a bactéria E.COLI, que pode provocar doenças de estômago desagradáveis.
Deita fora o pano e poupa também água e eletricidade na lavagem dos panos!
“Deixa de lavar a louça “, in 50 ideias para te livrares do plástico / Isabel Thomas

Minutos de leitura (XXXIII)

"Tu odeias fazê-lo e o planeta também!
Felizmente esforçares-te menos a lavar a louça só tem vantagens.
Alguma vez te apeteceu participar numa investigação científica? Os cientistas estão sempre à procura de pessoas para testar as suas teorias. Mas tem cuidado com as experiências em que te ofereces como cobaia. Os infelizes participantes num estudo científico tiveram de lavar 144 pratos, tachos, frigideiras e talheres sujos…cada um! Mas havia um propósito. Este estudo descobriu que as pessoas se ocupavam da mesma tarefa de formas diferentes e que algumas eram mais amigas do ambiente que outras.
Lavar a louça gasta cerca de cinco por cento de TODA a água que usamos em casa. Uma família comum lava a louça à mão 10 vezes por semana, usando 30 litros se a lavagem ou enxaguamento foi feita com a torneira aberta. É possível usar menos água se evitarmos hábitos que levam ao desperdício, como usar água quente para enxaguar a louça. Em cada torneira aberta verte entre 8 e 12 litros de água: água potável suficiente para se beber durante uma semana.
Aquecer esta água liberta o equivalente a 8kg de dióxido de carbono. É o mesmo que deixares um televisor LCD de 42 polegadas ligado durante 48 horas.
Contagem decrescente para lavar a louça de uma maneira ecológica.
5. Despejar o máximo de restos de comida no contentor de compostagem.
4. Encher o lava-louça com água morna (não quente) - e só quando este estiver cheio de louça para lavar.
3. Lavar primeiro os copos e talheres e a seguir a louça mais suja. Empilhar a louça com detergente no escorredouro.
2. Encher meio lava-louça com água fria. Colocar lá dentro a louça com detergente para enxaguar.
1. Deixar a louça secar naturalmente ao ar.
Se a tua família usa uma máquina de lavar louça, ficarás MUITO satisfeito por saber que estas podem ser mais amigas do ambiente, desde que não se passe a louça por água primeiro. Um ciclo de uma máquina de lavar louça comum usa apenas entre 12 a 15 litros de água, mas passar a louça por água antes de pode desperdiçar uns chocantes 22000 litros de água por ano! Em vez disso, despeja os restos no contentor de compostagem/contentor do lixo. 
Para seres ainda mais ecológico, verifica sempre se a máquina de lavar louça está completamente cheia, usa o programa com temperatura mais baixa e durante o período da noite, para reduzires a fatura da eletricidade (bi-horário). Salva o planeta enquanto enquanto dormes (e não estragues o bom trabalho que fizeste discutindo de quem é a vez de tirar a louça da máquina!).
CURIOSIDADES!
Sabias que secar a louça é mau para ti? E não é só por ser chatice!
Um estudo científico descobriu que 89% dos panos da louça contêm bactérias que estão presentes nas fezes, BLHEC. Num quarto dos casos. Isto inclui a bactéria E.COLI, que pode provocar doenças de estômago desagradáveis.
Deita fora o pano e poupa também água e eletricidade na lavagem dos panos!"
“Deixa de lavar a louça “, in 50 ideias para te livrares do plástico / Isabel Thomas

quarta-feira, 3 de junho de 2020

Minutos de leitura (XXXII)


"Porque existe poluição?
 A poluição é produzida sempre que um elemento, mesmo que natural, não ocupa o devido lugar na natureza. Ou, sempre que esse elemento surge em quantidades excessivas, no meio ambiente.
Desde sempre que a sobrevivência dos seres vivos depende dos recursos disponibilizados pela natureza. Há mais de um século que a Humanidade procura inventar todo o tipo de máquinas, extraindo da natureza os seus recursos, e rejeita o que não necessita. No entanto, os resíduos produzidos interferem nos ciclos naturais, provocando a poluição. O meio ambiente é alterado, os seres vivos afetados e a sua sobrevivência ameaçada.
A Terra não é inesgotável
Há cerca de 150 anos que a Humanidade utiliza a energia extraída do carvão, do petróleo e da água para se aquecer, iluminar e deslocar. No entanto, os recursos da Terra não são inesgotáveis!
O petróleo, o gás e o carvão produzem gases poluentes. Alguns desses gases bloqueiam a passagem dos raios solares para a atmosfera, como os vidros de uma estufa. Resultado: a temperatura terrestre sobe, os glaciares derretem e o nível das águas aumenta. 
Existem dois tipos de resíduos. Os naturais, de origem vegetal ou animal, são rapidamente absorvidos pelo solo, ou dissolvidos na água, e são consumidos pelos seres vivos – animais, cogumelos, bactérias.
Os resíduos artificiais acumulam-se no mar, no solo ou na atmosfera. A realidade é que nenhum animal se alimenta de vidro, plástico ou ferro!
A industrialização e o uso indiscriminado de recursos naturais têm vindo a destruir a Terra. Os países ricos tomam decisões tendo em vista lucros e não se preocupam que estes sejam uma ameaça ao futuro do planeta e dos seus habitantes.
A Humanidade não tem vindo a utilizar os recursos terrestres de uma forma equilibrada"
 Viver em Sociedade, a Ecologia / Ema Rodrigues. Alfragide: Gailivro, 2005
Imagem: Copyright - Zewar Fadhil

Minutos de leitura (XXXII)

"Porque existe poluição?
 A poluição é produzida sempre que um elemento, mesmo que natural, não ocupa o devido lugar na natureza. Ou, sempre que esse elemento surge em quantidades excessivas, no meio ambiente.
Desde sempre que a sobrevivência dos seres vivos depende dos recursos disponibilizados pela natureza. Há mais de um século que a Humanidade procura inventar todo o tipo de máquinas, extraindo da natureza os seus recursos, e rejeita o que não necessita. No entanto, os resíduos produzidos interferem nos ciclos naturais, provocando a poluição. O meio ambiente é alterado, os seres vivos afetados e a sua sobrevivência ameaçada.
A Terra não é inesgotável
Há cerca de 150 anos que a Humanidade utiliza a energia extraída do carvão, do petróleo e da água para se aquecer, iluminar e deslocar. No entanto, os recursos da Terra não são inesgotáveis!
O petróleo, o gás e o carvão produzem gases poluentes. Alguns desses gases bloqueiam a passagem dos raios solares para a atmosfera, como os vidros de uma estufa. Resultado: a temperatura terrestre sobe, os glaciares derretem e o nível das águas aumenta. 
Existem dois tipos de resíduos. Os naturais, de origem vegetal ou animal, são rapidamente absorvidos pelo solo, ou dissolvidos na água, e são consumidos pelos seres vivos – animais, cogumelos, bactérias.
Os resíduos artificiais acumulam-se no mar, no solo ou na atmosfera. A realidade é que nenhum animal se alimenta de vidro, plástico ou ferro!
A industrialização e o uso indiscriminado de recursos naturais têm vindo a destruir a Terra. Os países ricos tomam decisões tendo em vista lucros e não se preocupam que estes sejam uma ameaça ao futuro do planeta e dos seus habitantes.
A Humanidade não tem vindo a utilizar os recursos terrestres de uma forma equilibrada"
 Viver em Sociedade, a Ecologia / Ema Rodrigues. Alfragide: Gailivro, 2005
Imagem: Copyright - Zewar Fadhil

terça-feira, 2 de junho de 2020

Minutos de leitura (XXXI)


Durante o mês de junho, vamos propor leituras informativas e vão abordar temáticas sobre o Ambiente (5 de junho, Dia Mundial do Ambiente; 8 de junho, Dia Mundial dos Oceanos).

"O que é o Meio Ambiente?
O Meio Ambiente é tudo aquilo que está à nossa volta; pode ser natural ou transformado por ação da Humanidade.
Vivemos no único planeta habitado do sistema solar. Todos os seres vivos, desde as bactérias aos elefantes, sem esquecer as ervas e as árvores, habitam-no há mais de três milhões de anos. A ciência que estuda a forma como estes seres se desenvolvem no meio ambiente designa-se de Ecologia. A nossa espécie, o homem moderno, habita o planeta Terra há cerca de 200000 anos.
Todo o ser vivo tem o seu meio ambiente. Os seres vivos ocupam quase a totalidade da superfície terrestre. Alguns vivem na água, outros povoam os continentes. Daí que as suas condições de sobrevivência dependam do clima a que estão submetidos. A Natureza evolui lentamente e os seres vivos sofrem várias transformações, tal como os meios ambientais são, permanentemente, alterados.
Todo o ser vivo, no seu meio ambiente, encontra os alimentos necessários ao seu crescimento e bem-estar. As plantas e os animais que o rodeiam formam uma comunidade, dependendo uns dos outros para sobreviverem.
O sol e a água são indispensáveis à vida. Tal como um motor precisa de combustível para funcionar, os seres vivos necessitam de energia para sobreviverem. Os animais e os homens procuram energia nos alimentos: plantas ou outros animais. As plantas verdes, para crescerem, utilizam a energia do sol. Através de elementos básicos como a água, os sais minerais ou o gás carbónico, as plantas produzem folhas e frutos.
Na Natureza nada se desperdiça. Os seres vivos, ao respirarem e alimentarem-se, absorvem gases naturais como o hidrogénio. O carbono, o oxigénio ou o azoto. E, depois de utilizarem as quantidades necessárias ao seu desenvolvimento, rejeitam os excessos. Entretanto, esses resíduos servem de alimento a outros seres vivos. Por isso, na natureza não há acumulação de resíduos naturais e os alimentos circulam entre as plantas, os animais, a água e o solo, formando ciclos."

 Viver em Sociedade, a Ecologia / Ema Rodrigues. Alfragide: Gailivro, 2005
Imagem: Copyright - Eddy Verloes, The poetry of the earth is never dead

Minutos de leitura (XXXI)

Durante o mês de junho, vamos propor leituras informativas e vão abordar temáticas sobre o Ambiente (5 de junho, Dia Mundial do Ambiente; 8 de junho, Dia Mundial dos Oceanos).

"O que é o Meio Ambiente?
O Meio Ambiente é tudo aquilo que está à nossa volta; pode ser natural ou transformado por ação da Humanidade.
Vivemos no único planeta habitado do sistema solar. Todos os seres vivos, desde as bactérias aos elefantes, sem esquecer as ervas e as árvores, habitam-no há mais de três milhões de anos. A ciência que estuda a forma como estes seres se desenvolvem no meio ambiente designa-se de Ecologia. A nossa espécie, o homem moderno, habita o planeta Terra há cerca de 200000 anos.
Todo o ser vivo tem o seu meio ambiente. Os seres vivos ocupam quase a totalidade da superfície terrestre. Alguns vivem na água, outros povoam os continentes. Daí que as suas condições de sobrevivência dependam do clima a que estão submetidos. A Natureza evolui lentamente e os seres vivos sofrem várias transformações, tal como os meios ambientais são, permanentemente, alterados.
Todo o ser vivo, no seu meio ambiente, encontra os alimentos necessários ao seu crescimento e bem-estar. As plantas e os animais que o rodeiam formam uma comunidade, dependendo uns dos outros para sobreviverem.
O sol e a água são indispensáveis à vida. Tal como um motor precisa de combustível para funcionar, os seres vivos necessitam de energia para sobreviverem. Os animais e os homens procuram energia nos alimentos: plantas ou outros animais. As plantas verdes, para crescerem, utilizam a energia do sol. Através de elementos básicos como a água, os sais minerais ou o gás carbónico, as plantas produzem folhas e frutos.
Na Natureza nada se desperdiça. Os seres vivos, ao respirarem e alimentarem-se, absorvem gases naturais como o hidrogénio. O carbono, o oxigénio ou o azoto. E, depois de utilizarem as quantidades necessárias ao seu desenvolvimento, rejeitam os excessos. Entretanto, esses resíduos servem de alimento a outros seres vivos. Por isso, na natureza não há acumulação de resíduos naturais e os alimentos circulam entre as plantas, os animais, a água e o solo, formando ciclos."

 Viver em Sociedade, a Ecologia / Ema Rodrigues. Alfragide: Gailivro, 2005
Imagem: Copyright - Eddy Verloes, The poetry of the earth is never dead

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Minutos de Leitura (XXX - 3.º Ciclo)

"No cinzento do céu,
que olho da minha janela,
encontro a melancolia
de quem reza na capela.
 Na folha castanha
de um bosque de outono,
encontro aquela queda
que me faz sair do trono.
Na onda azul do mar
que me faz sempre sorrir,
encontro o abrandar
para poder refletir.

Quando vejo o verde campo,
na estrada da minha aldeia,
encontro verdadeiro descanso
para uma alma que anseia.

No marelo do sol,
que aquece e ilumina,
esncontro e sigo o farol,
onde a alegria culmina.

No vermelho desta flor
que observo no caminho,
encontro um grande amor
que hoje lembro com carinho.
No pássaro multicolor
que canta bem lá no alto,
encontro paz e calor
que expulsa o sobressalto.
Nesta paleta de cores
que pintam a minha vida,
encontro cada sentimento
na natureza vivida."

José David Costa, in A dança das palavras. Alfragide: Caminho, 2016.  
Imagem: Copyright - 薫風。